domingo, 9 de maio de 2010

Buscando até a segunda ordem parte 1


Meu tempo de obreira foi para mim momentos que marcaram. Foi um tempo que precisei está disposta aprender, não importava como seria. Quando Deus te chama, você precisa mostrar para Ele que você é escolhida. Eu só tinha 15 anos, solteira e muito para amadurecer… mas dentro de mim havia uma certeza que eu tinha sido escolhida, para servir, para ser uma obreira diferente, e isso só dependia de mim.

Eu estava na fé… ia todos os dias na igreja, era o meu prazer está lá. Nas reuniões que trabalhava eu nunca ia por ir, sempre ia com um propósito de abençoar alguém, de poder orientar, e se a pessoa viesse falar comigo, teria que ser o próprio Deus falando com ela, essa sempre foi a minha fé, eu não queria ser mais uma, se eu tinha sido levantada a obreira, então, teria que ser para mim um privilégio, e não uma rotina. Eu sempre buscava fazer as coisas para Deus, servir a Ele, de uma forma que não se tornasse uma rotina, eu não falhava em nada em meus compromissos na igreja. Se precisasse de algo lá eu estava, não me importava em sacrificar.

Naquele tempo tudo estava bem, na verdade muito calmo para quem estava fazendo sacrifício, se dedicando, sendo fiel e etc, não é mesmo?

Aí... foi quando teve a troca de pastor. Eu não conhecia, tivemos uma reunião de obreiros, e foi feita algumas organizações, pois havia muitos obreiros… e precisavam de obreiros para trabalhar em algumas reuniões… lembro que ele(o pastor) tinha deixado bem claro, que se nós estávamos ali de todo o nosso coração, teríamos que fazer a nossa parte, sendo responsáveis e fazer o seu papel de obreiro(a). Porque, se não fosse assim, então Deus não poderia contar com a gente. E disse mais… se houvesse pessoas que só estava de obreiro por estar, então seria melhor não ser mais, e Deus iria mostrar, e se alguém deixasse de cumprir suas responsabilidades e não tivesse justificativas, teriam que ficar buscando até a segunda ordem.

Eu gostei da nova direção, era o certo. Se realmente estávamos ali, teríamos que ser servos de Deus e ajudar as pessoas, sendo responsáveis. Passou algumas semanas, e comecei a ver obreiros saindo de obreiro, outros tendo que buscar e não colocando o uniforme, eu pensei Meu Deus!!! O que está acontecendo?!

Era Deus trabalhando, Ele sabia o que estava fazendo, mais eu não sabia que iria acontecer também comigo rsrs. Eu fiquei uma quarta -feira, sem ir para a igreja que eu era obreira, lembro que foi porque eu tinha ido em uma outra cidade à trabalho, e não ia dar tempo de voltar para a igreja, então, eu participei na cidade que eu tinha ido à trabalho (detalhe eu não avisei ao pastor), só fui avisar na quinta pessoalmente. Quando cheguei no outro dia para falar com ele, expliquei tudo e pedi desculpas… ele ficou mudo, olhando nos meus olhos, não tinha reação. Depois de alguns minutos, o pastor me disse: É melhor você buscar, não coloque mais o uniforme, não entre na escolinha, não entre mais na sala de obreiros, de agora em diante só do salão para sua casa até a segunda ordem… se você quiser, você pode evangelizar. Nossa!!!!!! Eu fiquei passada… na verdade naquele momento eu não espera isso. Eu não tinha pecado, eu não tinha feito nada de mais e porque teria que ficar sem o meu uniforme???
Olha eu não entendi nadinha… fiquei sem chão, foi um baque para mim, eu sai de lá sem palavras, sem reação. A primeira coisa que veio em minha mente, como seria agora? Eu amava fazer o que eu fazia? Só por causa disso? Eu não estou acreditando?
Pois é, fui muchinha pra casa... com um montão de pensamentos na minha cabeça, você quer saber o que eu fiz?

Contarei essa semana... e você vai ver como Deus trabalha, não importa a situação, Ele quer que você cumpri a sua palavra, se eu queria fazer a diferença aí estava minha oportunidade, mais custou um pouquinho para me dar conta :-)