quinta-feira, 13 de maio de 2010

Buscando até a segunda ordem-parte 2



Quando voltei pra casa, era como se meu dia tinha terminado. Minha cabeça cheia de pensamentos querendo saber o porque disso tudo. Lembro que na minha casa eu não tinha privacidade, a onde eu dormia era na sala. Eu precisava falar com Deus, eu ainda estava segurando o meu choro e, não queria transparecer para minha mãe.

Peguei a minha bíblia e sai para uma pracinha perto de casa, não tinha ninguém lá. Eu comecei a chorar, e reclamar com Deus o porque… eu estava servindo a Ele de todo o meu coração, eu não tinha feito nada de mais para receber isso. Foi quando Ele falou comigo assim:

“Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança; Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas". Hebreus 6:10-12.

Quando servimos a Deus, somos abençoadas! Somos SEU povo! Essa é a verdadeira motivação para continuar amadurecendo em Cristo. Não existe injustiça na obra de Deus, se algo acontece diante dos nossos olhos, ou com a gente mesmo… primeiro saiba, que Deus está vendo tudo… Segundo, Ele permiti que isso aconteça. Se somos verdadeiras servas de Deus, temos que passar por provas, por situações que aos nossos olhos não é o que esperávamos, não somos poupadas quando servimos a Deus, isso sempre vai passar e temos que vencer com perseverança e paciência, e assim, desta maneira seremos aprovadas. Se realmente estamos servindo a Deus, então, é normal confiarmos Nele, não é verdade?
Foi isso que Deus falou comigo… foi um tapa na cara!!!

Eu voltei pra casa, consciente que se realmente eu servia a Deus, eu iria continuar fazendo a minha parte. Não seria um uniforme que iria fazer a diferença, mais sim eu, agindo como serva, Deus sabia que eu precisava disso e eu finalmente compreendi.

Eu fiz que o pastor orientou, ia para a igreja todos os dias pra participar das reuniões (até sexta-feira eu passava pelo vale do sal). Eu pensei.. eu posso fazer mais sem o uniforme, então preparei um livro de oração e antes das reuniões, eu sentava com as pessoas para pegar seus nomes para orar. Evangelizava aos domingos... pra mim foi uma época muito forte na minha vida, porque a história do banco, como dizem, não foi um castigo e sim necessário para minha vida com Deus. Eu pude continuar servindo a Deus, e sabe quanto tempo eu fiquei buscando??? 7 meses... isso mesmo.

Mais eu não deixei de servi ao meu Deus, porque Ele é o mais importante na minha vida e não deixei de ganhar almas. Muitos chegaram a me dizer que eu era boba, que eu tinha que entregar o pastor para o regional, porque isso não se faz, mais eu não fiz, porque eu sabia que Deus estava agindo nessa situação… eu confiei Nele. E eu só ganhei nesses 7 meses.

Continuarei... aguarde :-)