quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Deus dos meus pais não era ainda o meu Deus


Eu sou filha de pastor da IURD e gostaria de compartilhar com a sra algo que aconteceu comigo. Antes, eu era muito depressiva, minha infância sempre foi muito turbulenta. Meu pai sempre foi um homem de Deus, disposto a ganhar almas para o reino de Deus sem se importar quando ou onde. Minha mãe tinha essa mesma fé.
Mas, eu era o contrário deles. Eu não estava nem aí para as almas. Eu queria mesmo me casar e ir pra bem longe.

Ir às reuniões de domingo e quarta-feira era um martírio para mim. Eu não saía para evangelizar, não gostava de mim, nem queria ser obreira. Tinha muito ódio de uma obreira, que nunca havia me feito mal. Eu não conseguia dormir bem à noite por causa dos pesadelos. Na escola os meninos insistiam pra eu "ficar" com eles, eu não era feliz, tratava as pessoas muito mal, passava e não cumprimentava as pessoas na igreja, e isso tudo repercutiu muito mal. Eu só pensava em fugir, desaparecer no mundo, sair da igreja e até pensei em como iria morrer.

Eu não suportava quando meu pai vinha ler a bíblia pra mim, e muito menos quando ele tentava me falar sobre buscar a Deus. Mas, quando eu completei 12 anos um demônio manifestou na reunião e disse que iria me matar. Pouco tempo depois eu contraí uma pneumonia grave, e fui internada. A médica passou uma quantidade errada de medicamento e meu quadro piorou. Comecei a ficar desidratada, perdi peso muito rápido. Tive muito medo de morrer. Naquela ocasião eu pude parar pra pensar no quanto eu tinha sido ingrata para com Deus.

O Deus dos meus pais não era ainda o meu Deus, e eu sabia disso, mas não queria aceitar. Alguns dias depois eu tomei uma decisão que mudou pra sempre a minha vida. Eu decidi me entregar nas mãos de Deus. Disse ao meu pai que eu queria me batizar nas águas. Depois do batismo, eu passei a fazer as correntes de libertação, comecei a ajudar na E.B.I, entrei no Força Jovem, passei a sair pra evangelizar e todo sábado eu ia participar da limpeza na igreja, e sempre me davam o banheiro para eu lavar (eu amava lavar o banheiro). Comecei a busca o Espírito Santo cada vez mais, me dediquei nos jejuns, orava e lia a bíblia. Não demorou muito, e eu fui batizada com o Espírito Santo.

Fiquei como evangelista por 3 anos, foi quando uma amiga me convidou para ser candidata a obreira. Na hora eu não aceitei porque eu só tinha 15 anos e eu me achava muito nova pra isso. Até pensei que ela não fosse insistir, mas durante quatro dias ela me chamou. Eu aceitei. Foi um desafio, mas após dois meses fui levantada a obreira. Desde então eu só tenho pensado em fazer a obra de Deus. Ainda não sei se serei esposa de pastor como a minha mãe ou apenas servirei no átrio, mas uma coisa eu sei: eu era cega, e agora eu vejo.

Nasceu em mim uma sede almas e hoje eu vivo para pregar a palavra de Deus e fazer discípulos. Aconteceu uma mudança na minha vida e, eu queria compartilhar com a sra. Tenho trabalhado na política aqui no Brasil e nas campanhas do governo de Barack Obama.

Hoje eu sou feliz, durmo tranqüila sem pesadelos, estou totalmente curada, meus pais tem orgulho de mim e quando trabalho nas reuniões eu procuro dar o melhor de mim, pois eu sei o quanto o meu Deus conta comigo. Quero também participar do Sisterhood assim que chegar aqui na minha cidade. D. Graciele, que Deus a abençoe e que o Espírito de Deus a use cada dia mais, pois a maior missão é salvar almas!
Beijos!

Roberta França