sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

EU ACHO QUE...


Eis que tens ensinado a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas. As tuas palavras têm sustentado aos que cambaleavam, e os joelhos desfalecentes tens fortalecido. Mas agora que se trata de ti, te enfadas; e, tocando-te a ti, te desanimas. Porventura não está a tua confiança no teu temor de Deus, e a tua esperança na integridade dos teus caminhos? (Jó 4:3-6).

Este versículo é um alerta sempre pra mim. Ele me veio pela primeira vez através de uma orientação de um obreiro e ele está guardado em minha memoria. Eu ainda era muito jovem (adolescente) e não era obreira, mas estava entregada no grupo jovem, trabalhando muito para ganhar almas, não perdia tempo para falar do Senhor Jesus. Eu ajudava há muitos, ninguém me parava (mas era desequilibrada). Eu não me limitava, está sempre pronta para servir, faltava na escola para ir pra igreja, deixava de fazer minhas responsabilidades em casa, para ficar o dia todo na igreja, ficava sem comer e etc... a ponto de começar ‘achar’, que as pessoas eram mole, que não dava valor as coisas de Deus, que não faziam nada para ajudar, que elas não deveriam está a onde estavam (posição)... eu achei que eu podia julgar as pessoas, essa é a verdade, pelo simples fato, que eu fazia muito e os outros não... mas eu estava redondamente enganada e imatura.

E dessa maneira eu fui alimentando e dando força para o que “Eu Achava”. E comecei a trabalhar muito e não ver resultados, tudo que eu fazia já não era igual, sempre dava errado. As cobranças começarão a vim de mim e das pessoas... por que você está tão enrolada em suas coisas? Por que você está faltando muito na escola? Por que a sua tribo está assim? Por que você se vê tão desanimada? Por que você está doente? Você vivia falando para todos que a sua fé em Deus, derruba muralhas? E agora? Por que você está assim?

Pois é, o ‘achar’ no principio é inofensivo, mas, se uma vez ele sendo alimentado por nós mesmas, ele ganha força e vai acabando com tudo o que você construiu. Você fica TÃO CEGA! que não consegue enxergar que está fazendo um mau para sua vida Espiritual, não consegue ver que você, só está fazendo e não sendo pra Deus (há um desequilíbrio). Mesmo que a intenção que você começou em servir à Deus, era simplesmente servir à Ele (tudo fluía muito bem) com a direção de Deus... mas, esse pensamento Ahh Eu Acho Isso... Eu acho aquilo... se deu força somente porque eu comecei só fazer e não Ser... fez eu destruir tudo aquilo que eu fiz pra Deus, só por eu deixei essa palavrinha entrar com toda força no meu coração.

Quando o obreiro me deu esse versículo, eu fiquei muito decepcionada comigo mesma, pois sem perceber eu deixei esse sentimento inundar o meu coração e destruiu tudo o que fazia pra Deus, todas aquelas palavras de Fé que eu dizia para as pessoas, veio para mim (agora é chegada a sua vez, de ser provada as tuas palavras), mas estava ensinando algo que eu não vivia pelo o desequilíbrio de fazer e achar... falei com o obreiro: E agora? Eu preciso mudar... o que eu posso fazer?

E ele me respondeu, lendo esse versículo: Mas quanto a mim eu buscaria a Deus, e a Deus entregaria a minha causa; o qual faz coisas grandes e inescrutáveis, maravilhas sem número. (Jó 5:8-9).

Naquele momento eu sorri, pois eu tinha uma chance e, Deus com misericórdia estava me dando. Na hora eu aceitei... mas depois veio os pensamentos quererem mudar o meu foco. Mas, eu busquei à Deus e entreguei a minha causa e assim, pela fé eu fui amadurecendo e mudando.

Nesses últimos tempos Deus tem nos alertado muito sobre isso, muito sobre o que vemos, sentimos, achamos e o desequilíbrio... e tudo isso vem do coração para nos enganar e para nos parar. 

Nós precisamos ter equilíbrio em nossa vida em todos os sentidos, porque se não, acabamos fazendo mais para um lado e menos para o outro. E aí vem as perguntas na sua cabeça, por que fulano recebeu e eu não? Por que eu trabalho tanto e fulano não e, é chamado pra isso ou aquilo? Por que não sou reconhecida, pois estou servindo a Deus? e as perguntas continua...

Vamos nos preocupar pelo que fazemos e somos... e não pelo que os outros fazem e são.