segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Minha História continua-7


Meu esposo e eu fomos para a nova Cidade chamada Galveston-TX. Lá já havia um núcleo e demos a continuidade e, preparamos tudo para abrir uma igreja. Já no núcleo eu via como era difícil a situação (diferente do que eu estava costumada ver no Brasil), nós íamos todas quintas, viajávamos 1 hora, evangelizávamos antes da reunião. Meu esposo fazia reunião com umas 20 pessoas e eu ficava com as crianças. Eu não entendia muito bem ainda o idioma, mas eu estava feliz de poder Deus contar com a gente mesmo que fosse com poucas pessoas, mesmo olhando a situação.

Mas finalmente deu tudo certo para abrirmos a igreja. Trabalhamos durante 1 mês para inauguração. Estávamos muito felizes, todos os dias íamos de Houston para Galveston e ficávamos o dia todo evangelizando, entregando panfleto da inauguração (entregamos 5 mil panfletos), só meu esposo e eu, fora os jornais que evangelizamos. Lembro que não via a hora de chegar, a igreja era pequena, mas era um começo, uma experiência inesquecível de começar um trabalho em uma cidade.

Um dia antes da inauguração, o nosso bispo do Estado marcou para as pessoas da igreja de outros lugares vim para a cidade, que estávamos, eles ajudaria evangelizar o dia todo, eu fique na igreja limpando tudo para domingo (esse dia não consegui dormir), eu imaginava a igreja lotada, eu estava acostumada como no Brasil, quando meu esposo trabalhava para concentrações e vinha muita gente, a igreja lotava, e eu claro estava nessa fé que com a inauguração da igreja na cidade ia vim muitas pessoas novas e assim, a igreja ia começar lá.

O esperado Domingo chegou, a reunião seria às 10 da manhã, mas meu esposo e eu já estávamos de pé bem cedinho. Quando chegou as 9 am, meu esposo abriu a igreja. E ali ficamos esperando as pessoas chegarem, 9:30 am... niguém, 9:45 am.. ninguém, 9:55 am... chegou 5 pessoas (era uma família). Meu esposo começou a reunião às 10:05 am, eu olhei no salão e só tinha 11 pessoas, sinceramente foi um choque, tanto trabalho, tantas expectativas e no final da reunião vinheram umas 48 pessoas, sendo que 20 era do núcleo.

Eu não perdi a fé, mas eu fiquei muuito revoltada, a ponto que meu esposo me falou que aquela revolta não era normal, mas não parei para pensar no que ele tinha falado(claro a revolta não era normal mesmo) e logo continuamos trabalhando. Eu não entendia o porque, que não chegava as pessoas lá na igreja, em todo os lugares que eu já tinha passado no Brasil, Deus sempre abençoou e porque agora seria diferente? Eu fazia propósitos, trabalhava muito (na força do braço), passou um tempo meu esposo abriu reunião todos os dias... lembro que nas quartas-feiras, ele fazia a reunião só pra mim, não vinha ninguém! (muitas vezes eu chorei de tristeza), reclamava para o meu esposo em relação a situação, sinceramente, eu tive atitudes que eu não conhecia, que nunca eu tinha tido no Brasil.

Eu não tinha pensamentos de desistir, mas dentro de mim havia uma luta, vinha pensamentos do tipo, você não serve para está aqui, você é o problema, você não deve está bem é por isso, o trabalho do seu esposo não cresce, até quando você vai agüentar? Você nem entende essas pessoas, nem seu esposo te entende??

Nesse tempo, eu tive atitudes que não caracterizava as atitudes de Deus. Eu amava servi-Lo, mas até então, sempre estava em igrejas que também tinha dificuldades, mas tinha pessoas... eu vivia na realidade em uma zona de conforto de “ver” as igrejas cheias, obreiros, grupos e etc. Quando eu me deparei a uma outra realidade da obra de Deus, que é... você ir para um lugar que ninguém conhece a igreja, que você trabalha muito e não ver um resultado, aí foi a onde eu mostrei atos que não eram atos que vinha de Deus, diante das pessoas eu estava forte, mas no meu interior eu já tinha desanimado, por isso, que comecei a fazer com a força do braço.

Quando você é nascida de Deus, a situação, o lugar, as dificuldades, problemas e etc, não muda você. A certeza que você tem que você é de Deus, nada e ninguém pode tirar, você não duvida em nenhum momento do que você faz e do que você é, porque você faz para Deus... você não se cansa de semear... você não se cansa de dar, você não desanima em nenhuma situação difícil.

Eu só reconheci isso, infelizmente nessa situação, e o pior... na hora que meu esposo mais precisava de mim naquela cidade para ajudá-lo a ganhar almas, eu participei em uma reunião com o bispo naquele tempo, e Deus falou tão forte comigo, e eu pude entender que eu precisava parar e buscar esse novo nascimento, e foi o que eu fiz, eu sabia que se eu continuasse assim eu ia deixar de servir a Deus a qualquer momento, eu ia perder o meu esposo que tanto lutei, pois ele não ia deixar de servir a Deus para desanimar junto comigo, ele pensava muito diferente, por isso, os motivos das minhas reclamações.

Mas eu determinei depois daquela reunião que eu participei, que eu queria nascer de Deus, que eu queria ter os mesmos pensamentos de Deus.

Estarei continuando na sexta-feira...