quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eu não "perdi" nada desse mundo, eu ganhei!


Agradeço a Deus pela oportunidade que o Senhor tem me dado de poder fazer parte dessa Obra maravilhosa, que tenho certeza foi levantada por Ele. Ainda me lembro como hoje, eu tinha apenas 9 anos quando cheguei à igreja, mas desde aquele dia tive absoluta certeza de que Deus havia me escolhido, por isso decidi entregar minha vida para Ele, fazê-Lo Senhor da minha vida e servi-Lo, por amor.

Ia sempre com minha mãe para a igreja, mas quando ela não podia ir, devido ao trabalho, ia sozinha. Gostava de participar das reuniões, prestava atenção em tudo que o pastor pregava. Não cheguei a participar da escolinha, acho que devido ao fato de ter "amadurecido" muito cedo; com 9 anos eu já sabia fazer comida, cuidava da casa, dos meus irmãos, pois minha mãe, trabalhava à noite como auxiliar de enfermagem num hospital, ela entrava para dar plantão às 18:00h e saía às 6:00h da manhã, então precisava descansar, por isso eu tinha que fazer as coisas em casa. Engraçado, ela é quem diz sentir saudade da minha comida, rsss

Aos 10 anos me batizei nas águas. Eu sou alta, então aparentava ter mais idade. Quando o pastor fez a entrevista e perguntou minha idade, nem queria me batizar, disse que eu ainda era uma criança e não tinha noção do que estava fazendo, que não se batizava (e nem se batiza criança), e eu teria que esperar mais alguns anos para ter certeza do que estava fazendo, pois o batismo era algo sério, não era brincadeira!

Lembro-me que olhei firme nos olhos dele e disse que tinha certeza sim do que estava fazendo e chorando falei que queria entregar minha vida para o Senhor e tinha certeza disso. Não esqueço desse dia!

Por causa da minha determinação o pastor decidiu me batizar. Chamou minha mãe, perguntou sobre meu comportamento em casa e se ela concordava com o meu batismo. Claro que ela disse que sim! E esse foi um dos dias mais feliz da minha vida!

Continuei firme, passaram-se alguns anos e estava cada vez mais convicta da minha fé, mas faltava algo...

Eu tinha 14 anos, uma reunião de quarta feira 10:00 h da manhã. Estava indo para a escola participar da aula de educação física e como no caminho, eu passava pela frente da igreja que frequentava, senti um imenso desejo de assistir a reunião. Era Deus me chamando, pois nesse dia algo glorioso estava para acontecer comigo.

O pastor fez uma breve pregação e em seguida nos chamou para a frente do altar para buscarmos a presença de Deus. Eram poucas pessoas, mas ele nos levou a buscar com tamanho fervor, que a igreja parecia estar lotada como num culto de domingo. Eu buscava, louvava a Deus, dizia que o amava e fui sendo inundada com o Seu poder, eu chorava, mas não era de tristeza, era uma alegria, um gozo inexplicável... chegou o momento em que já não havia palavras nos meu lábios, só gemidos inexprimiveis... meu Deus, estava recebendo o batismo com o Espírito Santo!

Era o que faltava na minha vida, a Essência de Deus. A força que me sustentaria até o fim, que estaria em mim para me fortalecer em meio as lutas, aos desertos, as dificuldades, que mesmo sendo de Deus nós enfrentamos, pois vivemos em guerra e graças por elas, pois nos fazem estar perto dEle, na Sua dependência.

Que alegria inundou o meu ser, que desejo de servi-Lo, de falar para todos do Seu poder. Que amor passei a sentir pelas almas, como queria que as pessoas chegassem até a Deus e experimentassem tamanha alegria. Foi algo tão glorioso, tão forte, que ainda voltei para assistir a reunião da noite!

Muitas pessoas chegaram e chegam na igreja com as suas vidas destruídas. Doentes, com problemas financeiros, sentimentais, familiares, espirituais e tem as suas vidas transformadas. No meu caso, vim para a igreja por amor. É claro que existiam problemas na minha família, haviam brigas, irmãos viciados em drogas, mas não foram por causa desses problemas e nem para resolvê-los que tomei a decisão de amar a Deus e servi-Lo, eu sabia o que queria: viver para Ele.

Fui criticada por amigos, vizinhos e até alguns familiares que diziam que eu estava “perdendo” minha juventude, que estava ficando fanática, que tinha que “curtir” a minha vida e não ficar dentro de uma igreja, diziam que fizeram a famosa "lavagem cerebral" em minha cabeça.

Fico pensando, o que seria de mim se não tivesse entregue a minha vida para Jesus? Onde poderia estar nesse momento se não fosse o meu Senhor? Tenho a oportunidade de conversar com muitas mulheres que chegam na igreja desesperadas, meninas com 15, 16, 17 anos que são mães solteiras e muitas vezes não sabem nem quem é o pai da criança. Viciadas, desiludidas na vida sentimental, mulheres que apanham do seu marido, que estão infectadas com o vírus da AIDS, ou com alguma doença sexualmente transmitida, pelo fato do seu companheiro ter muitas amantes. Jovens que já "curtiram” a vida adoidado, mas que carregam dentro de si tamanha angustia, vazio e desespero e que nenhuma balada com os amigos, ou uma noite de "amor???" preenche. Até mesmo quando olho para a vida de alguns familiares que me criticaram e vejo a situação em que eles estão por não entregarem as suas vidas para Deus, por decidirem "curtir" a vida, vejo o quanto valeu a pena ter feito essa decisão. Só tenho a agradecer a Deus, por que na verdade eu não“perdi” nada nesse mundo. Sempre me coloco no lugar dessas pessoas e vejo que se não tivesse entregue a minha vida para Ele, estaria em situação igual ou pior do que elas. Conclusão, eu ganhei!

Fui levantada a obreira com 15 anos, com 19 casei com Roberto, ou pastor Santiago, sou feliz com ele há 13 anos, fazemos a Obra de Deus, inclusive tivemos a oportunidade de ir para a África, onde ficamos quase 5 anos em Angola (esse foi um dos desejos que Deus colocou no meu coração e Ele realizou: trabalhar no continente africano). Tenho saúde, paz, alegria, sou uma mulher realizada e só tenho a agradecer a Deus por tudo o que Ele fez e tem feito por mim.

Forte abraço!

Tatiana - Sede regional do Tomba em Feira de Santana\Bahia