sábado, 9 de junho de 2012

Cuidado para não cansar os outros



Há quem diga que as mulheres reclamam mais que os homens. Uma das características delas é dar muita atenção a situações aparentemente fúteis ou pequenas. A unha que quebrou ou borrou assim que saiu da manicure é um grande motivo de chateação e desânimo; a roupa que ficou marcando a cintura e visualmente a deixou mais fora de forma é para chorar; o cabelo que perdeu o corte e o sapato que soltou o salto também são motivo de reclamação. Enfim, são inúmeras as razões que o sexo feminino tem para fazer críticas e se mostrar insatisfeito, muitas vezes sendo exigente até demais consigo e com os outros.

Mas o que leva as mulheres a agir dessa forma? Seria uma questão hormonal? “A realidade é que nem mesmo as mulheres sabem o real motivo de reclamarem tanto, afinal, passado o momento de irritação, nem mesmo elas entendem o que as incentivou a tanta exigência. Tudo ganha uma proporção maior quando ficam tristes com algo ou cansadas, principalmente pela rotina desgastante”, comenta a psicóloga Regiane Montretti.

Segundo a especialista, a mulher que reclama demais está se cobrando de um resultado que foi programado ou de alguma ação sobre a qual ela mesma criou expectativa além do que seria possível e não admite errar ou ter que refazer. “As cobranças só fazem mal. Por melhor que a ocasião seja, se não for conforme o planejado, parece que nada está bom o bastante. Não podemos ser tão exigentes, temos que ser mais flexíveis, até para que oportunidades melhores apareçam”, comenta.

Atenção

Nenhum homem aguenta reclamações por muito tempo. “Me relacionei com um rapaz muito bom, mas só consegui perceber isso tarde demais. Sempre peguei muito no pé dele, com minhas chatices e reclamações. Uma hora era o perfume dele que não me agradava, quando não, o uso do boné ou o calçado que não estava combinando com o restante da roupa. Assim, ele não aguentou muito tempo e resolveu terminar o relacionamento. Fiquei triste, mas resolvi mudar. Hoje, me policio muito para não fazer comentários indevidos”, conta a estudante de enfermagem Melissa Bianco, de 23 anos.

Texto tirado da Arca Universal