terça-feira, 31 de julho de 2012

Minha Carta de Motorista - Parte 2 Final



Consegui me convencer que a melhor coisa era deixar essa coisa de tirar carteira pra lá (era mais cômodo).  Passando algumas semanas, meu esposo e eu fomos avisado que iríamos para uma cidade abrir igreja. Ficamos muito feliz, pois Deus estava nos dando a oportunidade de ser usados mais por Ele.

A cidade era uma hora da Sede... lá fazíamos núcleo no inicio, íamos duas vezes por semana. Depois conseguimos abrir a igreja e, definitivamente fomos morar lá. Para todo lugar que eu precisava ir, meu esposo me levava, pra ele  já era um saco! Pois imagine você passar o dia inteiro trabalhando, fazendo reunião, evangelizando e etc e, depois ainda ter que ter paciência de ir ao mercado... ou ter que ir em lugares que não há necessidade de homem ir... pois é meu esposo tinha que ir, porque eu não dirigia.

Isso foi ficando pior, pois pessoas sofrendo ligavam para a igreja pedindo se podiam levar elas para a igreja, pois estavam em cadeira de rodas, doentes e etc... e nem sempre meu esposo podia busca-las pois tinha que está com a igreja aberta (era só ele e eu), por muitas vezes, eu fica olhando a igreja, enquanto meu esposo ia buscar as pessoas, mas era difícil.

Eu comecei a ver o quanto eu estava errada, o quanto eu estava pensando somente em mim. Eu estava sendo egoísta e, isso a cada vez me incomodava, mas eu não queria ser humilde de reconhecer. As cobranças das pessoas por eu não ter carta de motorista acabaram... mas, a cobrança de Deus começou. Cada situação que aparecia com relação à mim, que eu podia ajudar, era um... “si toca Graciele” deixe de ser egoísta... tire logo esta carta e ajude o seu esposo, ajude a obra de Deus!

Fui procurar o bendito livro nas minhas malas, eu decidi começar a estuda, mas tinha vergonha de falar para o meu esposo que eu ia fazer isso... ao mesmo tempo, não queria que ninguém soubesse, queria me focar sozinha, sem sugestões de ninguém. Estudei o livro por duas semanas escondida do meu esposo, e também em Espirito de oração. Quando eu terminei, cheguei decidida diante do meu esposo e, falei que no outro dia, eu iria fazer a prova e que não queria que ninguém soubesse. Eu fui pela quinta vez, mas foi diferente, eu tinha certeza, eu tinha estudado e agora eu tinha entendido que era por uma causa importante – ALMAS.

Fiz a prova, recebi APROVADA! Quando meu esposo viu os olhinhos dele de felicidade era grande! Sim eu passei! E fiz a outra e recebi minha carta. Venci a insegurança que eu tinha criado.

Hoje, eu posso sair para buscar pessoas para reunião, levar um grupo para evangelizar em outro lugar, fazer visitas, ir ao mercado sozinha, em uma das mudança de igreja meu esposo e eu, tivemos que dirigir 17 horas e, eu pude ajuda-lo... hoje muuitas coisas posso fazer, só pela simples carteira de motorista. Eu posso acrescentar e ajudar mais.

Se você ainda não tem, e talvez se bloqueou em tirar por tantas cobranças, ou porque você tentou e não conseguiu, talvez não seja uma carta de motorista mas uma situação parecida... tenha metas e não fale pra ninguém o seu objetivo e  sempre confie em Deus, peça a Ele à Direção... você verá que será moleza, porque Ele estará no controle e de alguma forma você estará mostrando Ele em suas atitudes :-)

domingo, 29 de julho de 2012

Minha Carta de Motorista - Parte 1



Uma das coisas que eu tive que vencer logo que cheguei aqui nos EUA além do idioma, foi ter que tirar a minha carta de motorista. Ao chegar aqui, percebemos a necessidade de dirigir, os lugares são longes. Aqui, não é em todo cidade que temos ônibus a toda hora, se tem mais nas cidades grandes... dirigir hoje em dia não é mais um luxo, penso eu que isso é em qualquer país.

Mas deixe me volta a minha história sobre minha carta de motorista... quando percebi que havia necessidade de ter, logo achei que seria moleza, pois eu já tinha carta de motorista do Brasil e tinha uma noção, então seria fácil.

Lembro que uma esposa e eu que vimos juntas do Brasil, fomos fazer o exame (detalhe ela nunca tinha dirigido). No exame escrito, ela passou e eu não! Foi um susto pra mim! Voltei pra igreja e todos lá esperando: passou? passou? Não :-(

Até aí tudo bem, supostamente não passei porque não sabia espanhol (a desculpa que dei para aliviar a barra). Passando as semanas, todos começaram a me perguntar se eu não ia de novo, que eu tinha que tirar, que eu não podia dar mole, que agora iria passar porque já estava entendendo mais o espanhol... quando começava o assunto de tirar carta entre minhas amigas, eu fugia... mas eu precisei ir de novo, pela validade do exame... eu fui certa que iria passar e aí? Não passei de novo pela segunda vez!!!!

No caminho para a igreja, eu já estava irada comigo mesma, eu teria que ouvi tudo de novo as minhas companheira falando... e agora! foi a sua segunda vez! E você não conseguiu! Blá, blá, blá. Eu comecei a ficar frustrada com isso, pois até meu esposo começou à me cobrar também. O tempo foi passando, e mais uma vez fui fazer o teste pelas cobranças das minhas amigas, do meu marido e, lá eu de novo pela terceira vez não passei. Meu Deus! Alguma coisa está errado comigo!

Fiz o teste por escrito, no computador, em lugares diferente e nada! Fui de novo fazer o teste determinada, com fé que receberia um aprovado e pela quarta vez????? NADA!!!! Não passei!

Novamente no meio do caminho chorando e revoltada comigo mesma, meu esposo falando nos meus ouvidos, as emoções gritando, pensei em ter que ouvir quatro vezes mais, as perguntas das minhas amigas ao chegar na igreja... mas eu decidi não fazer mais. Pra mim era uma vergonha ter que ver minha amiga que tinha ido comigo fazer o exame, sem ter nenhuma noção de dirigir e, vela ela dirigindo, podendo ajudar mais e eu não.

Mas o meu problema foi que eu confie no que eu tinha, a minha carta de motorista do Brasil, e quando eu estudei aqui para tirar carta, eu não me dediquei, eu não me esforcei, lia só o livro e não quis estudar... mas eu não queria reconhecer isso.

Eu estava na Sede, não havia necessidade pra mim ter carta, se precisava fazer algo ia com as esposas (elas dirigindo), se eu precisa-se comprar comida, meu esposo me levava ao mercado, no meu mundo de Boby’s eu achava que não precisava, que eu tinha carta no Brasil e sempre andei de ônibus à pé, o coração me convenceu que não havia necessidade de ter, eu achava que poderia ajudar em outras coisas, que isso era estressante de mais pra mim, era melhor me dedicar no idioma... mas estava redondamente enganada.

Quer saber quantas vezes mais eu tiver que fazer o exame? Saber o que eu tive que fazer para vencer essa isegurança?

Volte aqui na terça ;-)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Eu não aceitava o NÃO de Deus, eu queria o SIM!


Quero poder compartilhar minha experiência, e através dela ajudar alguém e, ela começa assim...

Me converti as 13 anos, fui levantada a obreira aos 14 anos, desde então nasceu em mim o desejo de fazer a obra de Deus no altar, via as esposas de pastores e admirava o belíssimo trabalho no qual eu também sonhava em fazer parte. Sempre dizia a Deus: "Meu Deus a minha vida pertence ao Senhor, faz o que o senhor quiser e eu vou te obedecer em tudo".

Passou-se os anos e o desejo crescia e ardia dentro de mim até que com 19 anos conheci um pastor e, então começamos a orar, pra mim era um sonho que estava se realizando, isso para mim era muito importante, dei tanta importância a isso que agarrei essa benção com todas as forças e, sempre falando com Deus: Oh Deus! faça a tua vontade, fala comigo e eu vou te obedecer em tudo.

Com 4 meses o regional nos orientou a terminar, pois éramos da mesma idade, foi um choque pra mim, nunca imaginei! Eu sonhava em me casar com o primeiro!

Mas mesmo com a direção decidimos continuar na fé, comprometidos um com outro, a voz do sentimento foi mais alta, continuávamos a conversar como se nada tivesse acontecido, e sempre falando com Deus e, pedido para nos mostrar se era ou não, a sua vontade, se esse era o que Ele tinha escolhido para mim.

O tempo foi passando e continuávamos com a idéia de que Deus iria tocar no bispo e faze-lo mudar de idéia a nosso respeito, mas o tempo passava e nada acontecia até que mudou o regional. Lembro de uma oração sincera que fiz a Deus, e falei que eu não queria errar que Deus me mostrasse, fizesse alguma coisa se isso não agradasse à Ele. No outro dia o regional me chamou  para uma entrevista, contei a ele o meu caso, ele me aconselhou, disse que eu não estava obedecendo a direção, pois o altar só funcionar com obediência e, que eu não estava pronta para o altar.

Na hora fiquei abalada!!! como pode ele dizer isso? ele não me entendeu! esse sempre foi o meu sonho, pensei.

Continuei a lutar contra a vontade de Deus, fazia inúmeros propósitos para Deus nos mostrar a resposta certa, não sabendo eu, ou melhor, não querendo enxergar que Deus já tinha mostrado, mas a sua vontade contrariava a minha, Deus respondia a todos os propósitos, mas eu não aceitava, o NÃO, eu queria o SIM, eu pensava: Meu Deus! ele e eu temos os mesmos planos! os mesmos objetivos! como pode não ser de Deus?

Eu não aceitava, eu não queria negar o sentimento, embora não confessasse, mas era de
fato o que acontecia. Passou-se um ano, mudou o bispo veio a fogueira santa pela vida sentimental, fizemos, e pedimos o sim de Deus. Até que o regional dele pediu a nossa ficha para levar ao bispo, foi uma alegria, meu Deus, até que fim!

Eu decidi, vamos acabar com isso! era a última chance eu estava decidida, o que o bispo falasse era o que iriamos fazer. O bispo orientou, esqueça! o coração como sempre não quis aceitar, mas eu estava decidida, fui forte e disse não, não vou mais insistir nisso, acabou, não quero mais. Me veio muitos pensamentos contrários, mas não deixei me dominar. Dessa vez o coração não iria decidir por mim, foi muito duro, chorei, sofri, pois de fato o amava muito, mas entendi que eu era Abraão e ele era Isaque que eu tinha que colocar no altar, mas ao contrário de Abraão, eu neguei e ouvi o sentimento, fui vítima do coração por várias vezes... as vezes, me vinha as lembranças mas eu não queria essas lembranças pois foi um ano lutando contra a vontade de Deus.

Agora eu entendo que para quem deseja servir e agradar a Deus, devemos obediência em tudo, pois Deus é Pai, e todo pai sabe o que é bom para o filho, aprendi a não ser guiada pelo coração.
Espero ter ajudado, muitas amigas com a minha experiência.

Deus abençoe,

Joelma Bastos

terça-feira, 24 de julho de 2012

Eu orava pelo povo, mas não orava mais por mim


Nós temos que nos observar a cada dia, o modo de agirmos, de falarmos, pois esses mostram como está o nosso grau de intimidade com Deus.

Um dia desses me observando nesse aspecto, eu notei que estava muiito carnal, e que isso era consequência, do meu total envolvimento com as coisas desse mundo, como escola internet e etc.. e pouco tempo para as coisas de Deus. Então vi que tinha que fazer algo para mudar essa situação, senão ia chegar um momento que eu ia acabar caindo.

Eu ficava me enganando, achando que só pelo fato, de eu trabalhar na reunião, evangelizar alguém me faria ficar forte espiritualmente. Mas o Espirito Santo na sua infinita misericórdia, ficava me cobrando, mostrando-me que estava faltando algo.
Eu não orava mais por mim, só pelo povo, não lia a bíblia com frequência... Na verdade eu só lia nas reuniões da igreja.

Até que de tanto me fazer a mesma pergunta: o que falta? o que falta? Eu reparei em minhas ações e descobri. Trabalhar na reunião, evangelizar faz parte da obra de Deus, não dá minha comunhão com Ele. O que adiantava eu ficar me esforçando em dar para alguém, algo no qual eu estava vazia!

Eu orava pelo povo e creio que Deus ouvia, e me atendia, mas se eu não despertasse ia acabar  salvando aquelas almas, e perdendo a minha!

Quando despertei, passei a cuidar de mim com todo amor e carinho que cuido do povo. Passei a buscar pela minha renovação, pelo meu fortalecimento durante as madrugadas. Passei a me alimentar mais da palavra de Deus, lendo mais a biblia em casa. A jejuar não só pelo povo, mas por mim, pela minha vida espiritual!

Ninguém vai pra guerra desarmado, ferido. Porém eu já fui inúmeras vezes, e nessa eu era um alvo fácil para o diabo!

É por isso que agora oro sempre a Deus:

-Meu Deus venha sempre me direcionar, para que eu possa fazer as escolhas certas.
Escolhas essas, que venha me aproximar do Senhor e jamais afastar. Amém.

Não quero nunca mais sentir que estou longe de Deus nem por um segundo!
A nossa Salvação é uma das conquistas mais preciosas que existe meninas, cuide dela, Cuide de você e da sua intimidade com Deus!

Andressa Passos
19 anos… 5 anos de obreira.

domingo, 22 de julho de 2012

A Elegância do comportamento



Existe Uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais simples, mesmo quando não à festa alguma, nem fotógrafos por perto, más acontece a elegância naturalmente.

É uma elegância desobrigada. É possível detectar nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam.

E quando falam, passam longe de fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detecta-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detecta-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Há um livro que ensina a termos uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante é a Bíblia Sagrada.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação.

Educação enferruja por falta de uso. “Lembre-se de que colheremos infalivelmente aquilo que houvermos semeado”. Fique alerta quanto ao momento presente de sinceridade e de amor, para colher amanhã os frutos da alegria e da felicidade.

“Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou,”Gálatas 6,7.

Autor desconhecido